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terça-feira, 8 de Setembro de 2009

De volta ao trabalho . A bailarina









Na busca de novos suportes, texturas e efeitos cromaticos, surge este novo trabalho. Estou utilizando recortes de papel de aluminio sobre tela. A tela está a ser pintada com tinta de oleo...alternando periodos de pintar com algumas raspagens !




Bom regresso ao trabalho pra todos !


LA


terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Brincando com pastel seco



Este trabalho surgiu porque o jogo do Sporting com os Holandeses, estava muito chato e a correr mal...muito mal...
Ouvindo a desgraça que se passava no jogo, restava-me pintar pra esquecer o resultado !
Voltei a usar Canson preta que faz "gritar" as cores utilizadas. Um trabalho rapido procurando poucos pormenores. Sem procurar retratar nada em especial, mas plo prazer de desenhar e colorir!
Um desenho por dia não sabe o BEM que lhe fazia!
Hasta
Boas férias !!!

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Ilustração. Quando for grande quero ser...




A lua e a criança jogam
um jogo que ninguém vê;
sem olhar vêem-se, falam
uma língua de pura mudez.
O que dizem, ou ocultam,
a contar um, dois, três,
ou três, dois, um
para voltar a contar?
Quem ficou dentro do espelho,
lua, para tudo ver?
A criança está feliz e :
a lua roça os seus pés
como a neve na madrugada,
como o azul do amanhecer;
nas duas faces do mundo
- a que ouve, e a que vê -
cindiu-se o silêncio,
a luz cintila no outro lado
das mãos,
que seguem a procurar quem sabe o quê
no instante de ninguém
que passa onde jamais foi.
A criança existe e joga
um jogo que ninguém vê.

Poema: Mariano Brull (1891-1956)

segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Esboço a sanguinea , carvão e pastel


"Conversar, no quotidiano, é uma sobreposição de palavras e de frases inacabadas. Porque a pintura não pode ser a mesma coisa? "


Edgar Degas

quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Visto a esta luz . oleo .









Visto a esta luz és um porto de mar
como reverberos de ondas onde havia mãos
rebocadores na brancura dos braços

Constroem-te uma ponte
que deverá cingir-te os rins para sempre

O que há horrível no teu corpo diurno
é a sua avareza de palavras
és tu inutilmente iluminado e quente
como um resto saído de outras eras
que te fizeram carne e se foram embora
porque verdade sem erro certo verdadeiro
nada era noite bastante para tocarmos melhor
as nossas mãos de nautas navegando o espaço
os corpos um e dois do navio de espelhos
filhos e filhas do imponderável
de cabeça para baixo a ver a terra girar

Quero-te sempre como não querer-te?
mas esta luz de sinopla nas calças!
este interposto objecto
e o seu leve peso de eternidade


Mário Cesariny

domingo, 10 de Maio de 2009

Revoluções á Portuguesa. acrilico

video => http://www.youtube.com/watch?v=kxtl8szCdng






Abril de Abril






Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.
Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.

Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.

Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.

Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.
Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.
Manuel Alegre
30 Anos de Poesia

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